O MECANISMO DA VISÃO
Os raios luminosos atravessam a córnea, o cristalino, o humor aquoso e
o humor vítreo e atingem a retina. O
mecanismo da visão pode ser melhor entendido, se compararmos o
globo ocular a uma câmara fotográfica: o cristalino seria a objetiva;
a Íris, o diafragma, e a retina seria a placa ou película. Desta
maneira os raios luminosos, ao penetrarem na córnea e no humor
aquoso, passando pela pupila, chegam ao cristalino, que leva a
imagem mais para trás ou para frente, permitindo que ela se projete
sobre a retina.

Imagem: www.medonline.com.br/med_ed/med6/download1.htm,
com adaptações
Na
máquina fotográfica, o meio transparente é a lente e a superfície
sensível à luz, o filme. No olho, a luz atravessa a córnea, o
humor aquoso, o cristalino e o humor vítreo e se dirige para a
retina, que funciona como o filme fotográfico; a imagem formada na
retina também é invertida, como na máquina fotográfica.
O
nervo óptico conduz os impulsos nervosos para o centro da visão, no cérebro,
que o interpreta e nos permite ver os objetos nas posições em que
realmente se encontram.

Adaptação no escuro
A transição da visão diurna - baseada nos cones - para a
visão noturna - baseada nos bastonetes - não é instantânea. Tal fenômeno
é denominado adaptação no escuro e depende de diversos fatores, entre eles:
dilatação das pupilas, regeneração da rodopsina e ajuste funcional da
retina, de forma que os bastonetes estejam mais disponíveis para as células
ganglionares, uma vez que os bastonetes não são encontrados na fóvea, mas
apenas na retina periférica.
Problemas de visão
Sempre
que as imagens se formam corretamente na mancha amarela, a visão é
nítida, e o olho é considerado emetrope ou normal.
Quando isso não ocorre, dizemos que há defeito de visão. Dentre
esses defeitos destacam-se a miopia, a hipermetropia,
o astigmatismo, o estrabismo e a presbiopia.
Outros problemas de visão são o daltonismo, a catarata e a
conjuntivite.
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Na hipermetropia a formação da imagem ocorre, teoricamente,
atrás da retina, porque o olho é curto demais. Os hipermétropes
enxergam mal de perto. O defeito é corrigido com lentes
convergentes.
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Imagem: www.ctv.es/USERS/ |

Imagem:
www.opticacaroni.com/
defectos.asp
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Imagem: www.oftal.it/difetti.htm
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O astigmatismo consiste em defeito na curvatura da córnea e
mais raramente, do cristalino. Em conseqüência, o olho não é
capaz de distinguir, ao mesmo tempo, com a mesma nitidez, linhas
verticais e horizontais. Essa anomalia pode se somar à miopia ou à
hipermetropia.
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O estrabismo é um defeito que se manifesta quando os olhos se
movimentam em direções diferentes e não conseguem focalizar
juntos o mesmo objeto. Ele pode ser causado por diferenças
acentuadas nos graus de miopia ou hipermetropia dos dois olhos, por
desenvolvimento insuficiente ou desigual dos músculos que os movem,
ou ainda por algum problema do sistema nervoso central.
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A presbiopia ou vista cansada é comum nas pessoas após os 45 anos.
Esse defeito é devido à impossibilidade de o cristalino se acomodar para
visão de objetos próximos. Por isso, as pessoas idosas enxergam muito
mal de perto. Essa deficiência pode ser corrigida com lentes
convergentes.

Imagem:
www.oculista.it/site/
difettirefrattivi_presbiopia.asp, com adaptações
O daltonismo é uma deficiência da visão das cores. Consiste na
cegueira para algumas cores, principalmente para o vermelho e para o
verde. Os daltônicos vêem o mundo em tonalidades de amarelo,
cinza-azulado e azul.
Imagem:
www.nlm.nih.gov/.../spanish/ency/
esp_imagepages/9962.htm
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A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva. Ela ocorre
quando corpos estranhos, como ciscos, entram nos olhos. O movimento
das pálpebras e as lágrimas conduzem o cisco para o canto do olho.
Daí ele pode ser facilmente retirado. Quando isso não acontece, só
o médico deve remove-lo. A conjuntivite também pode ser causada
por infecções oculares, alergias, etc.
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Imagem:
www.varas.com/
enfermedadesoculares.htm
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Glaucoma é o conjunto de enfermidades que têm em comum o aumento da
pressão ocular, a perda do campo visual e a atrofia do nervo
óptico.
A
forma mais comum de glaucoma é conhecida como glaucoma primário de
ângulo aberto. Nesta condição, o nervo óptico é danificado
lentamente e o paciente perde a visão de forma gradual.
Juntamente
com a catarata, é uma das razões mais comuns de cegueira.
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Imagem: atlas.ucpel.tche.br/~nicolau/
hordeolo.htm
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Uma
infecção muito comum das pálpebras é o terçol, provocado por
bactérias que aí se alojam. Caracteriza-se por inchaço e vermelhidão
da área infectada e acaba espontaneamente.
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Imagem: www.saudevidaonline.com.br/
ceretacone.htm
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Ceratocone é uma
desordem ocular não inflamatória, que afeta a forma da córnea,
provocando a percepção de imagens distorcidas. Caracteriza-se por um
afinamento progressivo da porção central da córnea, levando à redução
da acuidade visual, a qual pode ser moderada ou severa, dependendo da
quantidade do tecido corneano afetado. O principal defeito que causa o
ceratocone é justamente um adelgaçamento da córnea na sua porção mais
central (o eixo visual), que causa um defeito em sua forma (o cone),
causando distorções (astigmatismo) na imagem percebida pela parte
sensitiva do olho – a retina.
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Pode
estar associado a fatores genéticos, mas é possível
que seja o resultado final de diferentes condições clínicas. É muito
mais freqüente em determinadas pessoas, como as portadoras de síndromes
genéticas como a síndrome de Down, de Turner, de Ehlers-Danlos, de
Marfan, pessoas com alérgicas e portadoras de doenças como a
osteogenesis imperfecta e prolapso da válvula mitral.
Inicia-se
geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade,
embora tenha sido relatado casos de início aos 6 anos de idade. Raramente
desenvolve-se após os 30 anos. Afeta homens e mulheres em igual proporção
e em 90 % dos casos compromete ambos os olhos, de maneira assimétrica.
Pode evoluir rapidamente ou levar anos para se desenvolver.
Muitas
pessoas não percebem que têm ceratocone porque este inicia-se como um
astigmatismo irregular, levando o paciente a trocar o grau com muita freqüência.
O diagnóstico definitivo é feito com base nas características clínicas
e com exames objetivos como a topografia corneana (exame que mostra em
imagem o formato preciso da córnea). O exame oftalmológico deve ser
realizado anualmente ou mesmo mais freqüentemente para monitorar a
progressão da doença.
Em um estágio precoce da doença a perda de visão pode ser corrigida pelo uso
de óculos; mais tarde o astigmatismo irregular requer correção óptica
com o uso de lentes de contato rígidas, que promovem uma superfície de
refração uniforme e melhoram a visão.
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Imagem:
www.saudevidaonline.com.br/artigo17.htm |
Alguns pacientes não evoluem bem ou não se
adaptam às lentes de contato e requerem procedimentos cirúrgicos para
deter o avanço do ceratocone. Nestes casos realiza-se a ceratoplastia
(modificação do formato da córnea) e em casos mais avançados até o
transplante de cónea. Anéis
intracorneanos para correção do ceratocone, batizados anéis de Ferrara,
podem ser uma alternativa para estes pacientes que não toleram o uso de
lentes de
contato e que não desejam enfrentar os riscos de um transplante de córnea.
A técnica, criada pelo oftalmologista
brasileiro Paulo Ferrara consiste na implantação de dois microanéis de
acrílico, que pressionam a córnea fazendo com que ela volte à posição
normal. |
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