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ATO SEXUAL FEMININO

Ereção e Lubrificação

Localizadas ao redor da abertura da vagina, existem massas de tecido erétil, iguais ao pênis masculino. A excitação da mulher (psíquica e física) causa impulsos parassimpáticos que passam da medula espinhal caudal a esse tecido, fazendo-o ingurgitar-se, o que origina uma abertura estreita, porém flexível do canal vaginal.

Os impulsos parassimpáticos também fazem com que as glândulas de Bartholin, localizadas em ambos os lados da vagina, secretem grande quantidade de muco (principal responsável pela lubrificação que facilita os movimentos do pênis na vagina).

Orgasmo

Quando o grau de estimulação sexual (maior na área do clitóris) atinge intensidade suficiente, o útero e as tubas uterinas iniciam contrações peristálticas rítmicas, em direção à cavidade abdominal (orgasmo). Acredita-se que as contrações peristálticas impulsionem o sêmen para as tubas uterinas.

Tabus, mitos e verdades

Primeiramente, o que é virgindade? Quem sabe? A princípio virgindade era um tabu, nada mais que um tabu que pregava que a mulher deveria se entregar imaculada ao marido, ou seja, casar sem nunca ter tido algum tipo de relação sexual. 

De uns tempos pra cá, a virgindade continua sendo um tabu. A mulher é virgem enquanto nunca tiver tido um relacionamento sexual. Entretanto, hoje em dia, para permanecer virgem, a mulher procura formas alternativas de sexo, tal como o sexo anal e o oral. Mas não são o sexo anal e o oral, tipos de relacionamento sexual? Sim. 

Percebemos, então, que a virgem, hoje, é aquela que mantém o hímen imaculado, intacto, inteiro. Esquece-se, no entanto, que existem outras formas de se romper o hímen que não o sexo. Como exemplo, sabemos que certos tipos de hímen podem se romper com o uso de absorventes internos. E ainda, é possível que o hímen não se rompa durante uma relação sexual em que haja, de fato, penetração. Quer dizer que nesses casos, a mulher deixa de ser ou continua sendo virgem, respectivamente? Não mesmo! Conceito de virgindade é quase que subjetivo. Virgens deveriam ser aquelas pessoas, mulheres ou homens que nunca tiveram qualquer tipo de relacionamento sexual íntimo com outra pessoa. Mesmo assim caberia ao bom senso discernir o que é um relacionamento sexual íntimo, para que não se pense que "amassos" ou mesmo que a masturbação mútua tira a virgindade.

É surpreendente constatar que uma película tão fina, com 3 milímetros de espessura, tenha tamanho peso simbólico. Antigamente, a virgindade era um sinal obrigatório de dignidade para a mulher solteira. Hoje, pode parecer uma marca anacrônica, face à liberação sexual (nem sempre consciente) dos jovens. Na realidade, o hímen tem função muito mais importante do que atender a expectativas sociais. Localizado na entrada da vagina, tem o papel é protegê-la, uma vez que na infância a menina não produz hormônios suficientes para se defender de possíveis infecções.

Esperamos que este conceito de virgindade caia em desuso, pois ele não passa de um rótulo.

A gravidez na adolescência é, quase sempre uma gravidez não planejada e, por isso, indesejada. Desde 1970, a incidência de casos tem aumentado significativamente, ao mesmo tempo em que tem diminuído a média de idade das adolescentes grávidas. Na maioria das vezes a gravidez na adolescência ocorre entre a primeira e a quinta relação sexual e elas procuram o serviço de saúde entre o terceiro e quarto mês de gravidez.

O parto normal é a primeira causa de internação de brasileiras entre 10 e 14 anos de idade nos hospitais que têm convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde) em todos os Estados brasileiros. Do total de internações de meninas e jovens, de l0 a 14 anos, 16% foram relativas a partos normais ou cesarianas.

Quando a gravidez se dá antes dos dezesseis anos as complicações ocorrem com maior freqüência. A imaturidade física, funcional e emocional da jovem predispõe ao surgimento de complicações como o aborto espontâneo, parto prematuro, maior incidência de cesárea, ruptura dos tecidos da vagina durante o parto, dificuldades na amamentação e depressão. Por tudo isso, a maternidade deve ser encarada como um momento sério e que necessita de grande responsabilidade dos jovens.

E como explicar esse aumento de incidência de gravidez, numa época em que nossos adolescentes estão mais bem informados sobre o uso de camisinha na prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e métodos anticoncepcionais? Provavelmente o não uso de camisinha deve-se a fatores, como:

  • abuso de álcool  e outras drogas psicoativas è  sexo inseguro;
  • namoro firme: se for pedido o uso de camisinha o(a) parceiro(a) pode desconfiar de infidelidade;
  • paixão: imagem falsa de segurança negando os riscos inerentes ao não uso de preservativos;
  • apelo erótico dos meios de comunicação: propaga-se sexo como algo não planejado e comum e, na maioria das vezes, ninguém se infecta nem adoece;
  • pensamento machista de que AIDS ainda só é transmitida através de relações homossexuais ou drogas injetáveis.

A sua primeira relação sexual foi a de seu(ua) parceiro(a)  também?  Se não foi, não adianta eliminar o uso de camisinha por métodos anticoncepcionais hormonais (pílulas anticoncepcionais), pois nenhum dos dois estará seguro de não ser portador de alguma DST (a menos que realize exames e freqüente o médico especializado regularmente – urologista, para homens e ginecologista, para mulheres). E se um dos dois nasceu portador do vírus da AIDS e não teve coragem de comentar (ou nem sabe)? Vale a pena se expor?

Esse pensamento de que “só acontece com os outros” pode colocar qualquer um em uma grande encrenca, não acha?

Que tal incorporar a conscientização e praticar, usando camisinha?

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