ATO
SEXUAL MASCULINO
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Ereção e Lubrificação
A ereção
do pênis é fundamental para a sua introdução na vagina da
mulher.
A estimulação da glande desencadeia impulsos sensitivos que vão
para a porção sacral da medula espinhal e, se o indivíduo se
encontra com disposição psíquica adequada, os impulsos reflexos
retornam, através das fibras nervosas parassimpáticas aos órgãos
genitais. Esses impulsos dilatam as artérias do tecido erétil do pênis
e, provavelmente, também contraem as veias, inflando o pênis. Também
desencadeiam a secreção de muco pelas glândulas bulbo-uretrais,
localizadas na porção terminal da uretra, lubrificando o pênis. |
Ejaculação
Quando o
grau de estimulação sexual atinge um nível crítico, os centros neurais
localizados na extremidade da medula espinhal enviam impulsos através dos
nervos simpáticos aos órgãos genitais masculinos para iniciarem a
peristalse rítmica nos ductos genitais. A peristalse começa no epidídimo
e passa através do ducto deferente, das glândulas seminais, da próstata
e do pênis, promovendo a ejaculação.
OBS:
os espermatozóides são inativos em meio ácido. Tornam-se ativos em meio
alcalino, fornecido pelo líquido da próstata.
PÊNIS: O TAMANHO É
IMPORTANTE?
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Geralmente, o pênis atinge seu tamanho definitivo aos
16/17 anos de idade e 80% dos pênis eretos situam-se entre 11 e l6
cm, sendo 14 cm a medida mais comum. O pequeno tamanho do pênis em
repouso não é relevante; é no estado ereto que ele exerce sua função.
O prazer feminino independe do tamanho do pênis, mas sim de
um conjunto de fatores que cerca o ato sexual: clima, desejo, grau
de excitação e "habilidade" do parceiro. A maioria das
vaginas tem uma profundidade entre 09 a 12 cm.
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Portanto,
a grande maioria dos pênis adequa-se a quase todas as vaginas. A insatisfação
quanto ao tamanho do pênis é uma queixa comum no consultório do urologista.
Na maior parte dos casos a insatisfação não deriva de uma queixa do parceiro,
mas sim do desejo do paciente de possuir um pênis maior, seja por
desconhecimento das medidas normais, seja por comparações errôneas com outros
pênis, principalmente com os vistos em revistas ou filmes eróticos, ou através
de "vantagens" contadas por amigos. Porém o que observamos na prática
é bem diferente. Cerca de 90% dos casos enquadram-se nas seguintes condições:
1-pênis de tamanho normal, adequado para sua função. 2-pênis de tamanho
normal, adequado para sua função, "escondido" parcialmente pelo
aumento da gordura pré-pubiana comum nos obesos. 3-pênis de tamanho normal,
adequado para sua função, em um homem alto com pênis proporcionalmente
pequeno. 4-pênis de tamanho normal, adequado para sua função, mas
parcialmente encoberto por uma implantação anormal da bolsa escrotal. Como
cada caso é único, em dúvida solicite a avaliação de um urologista. Mas
atenção: Bombas de vácuo e aparelhos "esticadores" não possuem a
simpatia da comunidade urológica e os "milagres" a eles atribuídos não
têm comprovação científica. Não há estudos sobre as conseqüências do seu
uso, portanto, é melhor não arriscar.
INFERTILIDADE
Þ
causa mais freqüente: infecção nos ductos genitais masculinos.
Þ testículos congenitamente deficientes, incapazes de produzir espermatozóides
normais (mais raro).
Þ quantidade de espermatozóides muito baixa na ejaculação, mesmo que sejam
normais (75 milhões ou menos).
INFERTILIDADE TEMPORÁRIA
Þ aquecimento excessivo dos testículos, inviabilizando os espermatozóides (já
foi usado como método contraceptivo antigamente por árabes, que ficavam
sentados na areia quente do deserto para aquecer os testículos).
Þ determinadas substâncias, como o gossipol, presente na pasta de semente de
algodão, que desativa a enzima responsável pelo amadurecimento dos espermatozóides
(usado na nova pílula masculina e descoberto na China há 20 anos, quando
pesquisadores da Organização Mundial de Saúde começaram a estudar uma
população que apresentava baixos índices de fertilidade e cujos hábitos
incluíam ingestão de grande quantidade de pasta da semente de algodão).
Þ alguns processos alérgicos.
Þ cigarros, bebidas alcoólica, maconha
à
diminuem a quantidade de espermatozóides.
VASECTOMIA X CASTRAÇÃO
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A vasectomia é o modo de esterilização mais eficiente
que se conhece. Ela é feita em consultório médico após a aplicação
de uma anestesia local. Realiza-se uma incisão em cada saco escrotal
para a localização dos canais deferentes. Em seguida eles são cortados
e realizados todos os procedimentos pós-cirúrgicos. Depois de 1 a 2
meses o homem pode se considerar estéril.
A castração significa
a retirada cirúrgica dos testículos. Em certa época era usada
como método de esterilização. Hoje esta operação é efetuada em
homens com câncer de próstata ou testículos. Seu efeitos no homem são:
redução do desejo sexual, mudança do timbre de voz, barba mais rala e
aumento de peso. Termos correlacionados são: emasculação (um sinônimo
para castração) e penectomia, que é o termo que correlaciona-se as
cirurgias efetuadas no pênis. |
MECANISMO DE
EREÇÃO E IMPOTÊNCIA
A disfunção erétil, antes conhecida por impotência, é a incapacidade de se
obter ou manter uma ereção adequada para a prática da relação sexual. Não
deve ser confundida com a falta ou diminuição no "apetite sexual",
nem como dificuldade em ejacular ou em atingir o orgasmo. Milhões de homens
passam por esse problema. As estatísticas mostram uma incidência de 5% nos
homens aos 40 anos e até 25% aos 65 anos.
O homem apresenta, normalmente, de 3 a 5 ereções
por noite, sem se dar conta, o que é importante para oxigenar o pênis e quase
todos os homens sexualmente ativos já experimentaram um episódio de impotência
pelo menos uma vez na vida.
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O pênis só se enche de
sangue se o organismo produzir uma substância chamada óxido nítrico,
que dispara uma cascata de reações químicas que relaxam os vasos sangüíneos
e as células dos corpos cavernosos. Relaxados, os vasos e os músculos
dos corpos cavernosos ficam abertos para a entrada de sangue. A impotência
ocorre quando não há esse relaxamento (o que os medicamentos como o
Viagra tentam corrigir). |
Pênis saudável em repouso
Quando o pênis está relaxado e não há nenhum tipo de excitação
sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sangüíneos do corpo
esponjoso é a mesma que sai.
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Mecanismo que impede a Ereção
Quando o cérebro recebe um estímulo sexual, as células do corpo
cavernoso do pênis liberam óxido nítrico. Este óxido ativa a enzima guanilato ciclase,
resultando no aumento do nível de uma molécula chamada GMP cíclico
(guanosina monofosfato cíclica ou GMP cíclica), produzindo relaxamento
da musculatura lisa nos corpos cavernosos e aumentando o influxo de
sangue. Mas a enzima PDE 5 (fosfodiesterase 5) pode
estragar tudo, inativando a GMP cíclica. Quando isso ocorre, a mesma
quantidade de sangue que entra, sai do pênis e ele não fica ereto o
suficiente para a penetração da vagina. |
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VIAGRA: com
o Viagra, entra em ação o princípio ativo sildenafil, que bloqueia o
mecanismo da fosfodiesterase. Com isso, a GMP cíclica volta a entrar em ação.
Desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até
o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o
sangue sair do pênis. Assim, a droga prolonga a ereção, resolvendo o
drama da impotência. Mas o estímulo sexual, que inicia todo o processo,
é fundamental para a ereção.
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VASOMAX: entra em ação o princípio ativo
fentolamina, que induz uma enzima chamada AMP a transformar-se em outra, a
AMP cíclica, que aumenta e relaxa as células musculares dos corpos
cavernosos e artérias, que se enchem de sangue.
APOMORFINA: estimula a produção do hormônio ocitocina,
que provoca relaxamento dos vasos e dos corpos cavernosos, aumentando a
irrigação sangüínea. |
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PRÓTESES PENIANAS:
as próteses penianas são também consideradas opções terapêuticas válidas
para o tratamento da disfunção erétil (DE), mas usualmente só são
utilizadas em pacientes portadores de disfunção erétil de origem orgânica,
e como opção final. Podem ser de 3 tipos: rígidas, semi-rígidas ou
infláveis. |

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1. Próteses rígidas:
Estão praticamente descartadas na prática diária.
2. Próteses semi-rígidas:
Consistem basicamente de um par de cilindros.siliconizados com um cabo de
fios de prata, aço ou outra liga metálica, o que confere boa rigidez e ao
mesmo tempo maleabilidade. Estes cilindros são colocados um em cada corpo
cavernoso do pênis. Uma das vantagens deste tipo de prótese é a maior
facilidade do implante, além de um custo menor quando comparado às próteses
infláveis.
3. Próteses infláveis:
Podem ser constituídas por uma, duas ou três peças. Nas próteses de um
volume, o reservatório e a bomba estão contidas no próprio cilindro; nas de 2
volumes, a bomba está separada do cilindro que contém o reservatório; nas de
3 volumes encontramos um par de cilindros, um reservatório líquido e uma bomba
que é utilizada para levar o líquido do reservatório até os cilindros, todos
de maneira independente.

O êxito
de um implante de prótese peniana está diretamente ligado aos seguintes
aspectos: auto-estima do paciente, satisfação pessoal do paciente e da
parceira, técnica operatória correta e os cuidados no pré e pós-operatório.
É muito importante que não se crie falsas expectativas no paciente ou sua
parceira, discuta-se o tipo de prótese a ser implantado, a possibilidade de
perda de sensibilidade na glande peniana e algumas vezes uma diminuição do
volume ou do tamanho do pênis.
Entre as
complicações podemos encontrar infecção local (2 a 10% dos casos), falhas
mecânicas da prótese (4% dos casos) ou lesões dos corpos cavernosos com saída
da prótese. Quando bem indicada, as complicações do implante de prótese
peniana diminuem bastante e os índices de satisfação dos pacientes são
altos, variando de 66 a 92%.

A
ejaculação precoce é inconfundível. Em essência, é a condição na qual o
homem torna-se incapaz de exercer um controle adequado sobre o seu reflexo
ejaculatório, resultando que, uma vez excitado, atinge o orgasmo rapidamente,
antes, durante ou logo após a penetração, sem que deseje.
São
inúmeras as hipóteses levantadas para as causas da ejaculação precoce.
Sabemos que a ejaculação precoce é a dificuldade que o homem possui em
perceber as sensações que antecedem o orgasmo, mas o que o leva a não
aprender essa sensação é uma incógnita.
Apesar
de muitos estudiosos acreditarem na hipótese da ansiedade, o uso de
medicamentos isolados para este fim não têm apresentado resultados satisfatórios.
É muito mais importante descobrirmos a origem da ansiedade e tratá-la do que
encobri-la com drogas, tendo em vista que ela interfere no mecanismo da percepção.
A
hipótese de um comportamento condicionado por masturbação e coitos rápidos
também não é totalmente descartada, tendo em vista que o comportamento sexual
é aprendido.
CAUSAS ORGÂNICAS: se a história sexual do
paciente indica que ele sempre teve dificuldade para exercer o controle ejaculatório,
e é fisicamente sadio, é muito pouco provável a existência de uma causa orgânica
para a queixa.
Por
outro lado, é indicado um exame urológico e neurológico quando um paciente
com histórico de bom controle ejaculatório tornar-se um ejaculador prematuro.
Neste caso, a incontinência ejaculatória pode ser indicativa de outras
complicações, o que é extremamente raro.
CAUSAS PSICANALÍTICAS: segundo a teoria psicanalítica,
os ejaculadores precoces seriam os homens que escondem sentimentos sadistas
inconscientes em relação às mulheres. De acordo com essa teoria, o propósito
do ejaculador precoce seria perturbar a felicidade da mulher, privando-a de
prazer. O tratamento baseado nesta hipótese procuraria revelar e resolver
conflitos edipianos inconscientes do paciente, na expectativa de que, obtido
este resultado, o pensamento sadista com relação à mulher cessaria e
automaticamente o funcionamento sexual se tornaria perfeito.
Apesar
das inúmeras contribuições da Psicanálise, o que observamos é que o
tratamento da ejaculação precoce através desta técnica apresenta pouco
sucesso. Atualmente, nenhum estudo sistemático sobre a funcionalidade da técnica
foi publicado. Nos tratamentos que obtiveram êxito, os sintomas do paciente só
foram melhorados depois de anos,e, mesmo assim, não se pode afirmar
categoricamente que tenha sido em função da técnica utilizada.
TRATAMENTO: o tratamento consiste em fazer
com que o homem adquira a habilidade em perceber e controlar as sensações que
antecedem o orgasmo. Inúmeras técnicas são utilizadas, deixando sempre claro
que a situação sexual foi concebida para ser extremamente prazerosa. Manobras
que visam tirar o prazer não são terapêuticas.
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Será
que compensa?
Os
esteróides anabolizantes são derivados sintéticos da testosterona -
hormônio sexual masculino responsável pelo crescimento e desenvolvimento
de órgãos sexuais masculinos e pela manutenção dos caracteres sexuais
secundários, que incluem crescimento e maturação da próstata, vesícula
seminal, pênis e escroto. Além do mais, a testosterona, ajuda no
engrossamento das cordas vocais, na alteração da musculatura do corpo,
distribuição de gorduras e retenção de nitrogênio, água e eletrólitos
pelo corpo.
Reduzem
em até 85% a secreção de testosterona pelos testículos, que podem
atrofiar-se. Diminuem a produção de gonadotrofinas hipofisárias e os
testículos passam a ser menos estimulados (feed back negativo). |
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Essas
drogas estão associadas a numerosos efeitos colaterais, sendo contra-indicados
para estimular condições atléticas. Mesmo assim, devido à sua capacidade de
queimar gorduras e, ao mesmo tempo, ativar as células de crescimento humano;
muitos atletas e adolescentes apelam para a ajuda dessas substâncias, sem se
importar com as conseqüências, que podem ser catastróficas. Os primeiros,
devido à pressões dos patrocinadores e do lema: o que importa é vencer! Os
segundos, porque desejam ver seu corpo mudar da noite para o dia e se tornarem
super-homens cobiçados pelas mulheres e invejados pelos homens. Não importa o
motivo... Nas academias, alguns professores de ginástica despreparados
"receitam" para seus "pupilos"; colegas e amigos usam. E o
melhor: não aconteceu nada a eles ainda. Por que "comigo" irá
acontecer?
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Esse pensamento consegue cada dia mais reunir adeptos do uso dessas
drogas. Alguns mais prevenidos também se automedicam com remédios para o fígado,
tentando evitar qualquer catástrofe incontrolável. De qualquer forma, uma coisa é certa: seu emprego
prolongado provoca esterilidade, impotência, ginecomastia (crescimento
exagerado das mamas), lesões no fígado e nos rins, doenças cardíacas,
depressão, ansiedade e outros distúrbios psiquiátricos. E o que seria emprego
prolongado? Uma semana, dois meses, um ano? E agora pergunto: vale a pena?
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