AS ALERGIAS
Em algumas pessoas, o sistema imune assume o papel de “vilão”, em vez
de “patrulheiro”. Passa a produzir anticorpos contra antígenos
potencialmente inofensivos, como pólen e alguns alimentos, desencadeando
manifestações desagradáveis, como urticária ou asma brônquica.
Essas reações são deflagradas pelos mastócitos, células que
contêm grânulos de heparina (ação anticoagulante) e histamina (provoca
reações alérgicas). Indivíduos com predisposição hereditária acabam
produzindo em maior quantidade anticorpos de uma classe especial, chamada
IgE, que se fixam às membranas dos mastócitos. Caso entrem em contato
com seus antígenos específicos, promovem a liberação do conteúdo
celular para o meio extracelular, desencadeando processos alérgicos.
Os pacientes alérgicos apresentam concentração alta de IgE, e de eosinófilos.
A elevação de eosinófilos também ocorre em doenças parasitárias.
A forma mais grave de reação alérgica é o choque anafilático,
desencadeado por alérgenos (antígenos que provocam alergia) ingeridos ou
inoculados. As manifestações não são dependentes da quantidade de alérgeno
que entra no corpo. Em algumas pessoas uma única ferroada de abelha pode
ser suficiente para provocar o choque, que acontece por liberação maciça
de histamina no organismo, causando vasodilatação generalizada e queda
acentuada da pressão arterial, que pode levar à morte em poucos minutos.
Freqüentemente há edema da laringe, o que dificulta a passagem de ar e
causa asfixia.
REJEIÇÃO
A ENXERTOS E TRANSPLANTES
A resposta imune aos
aloantígenos pode ser humoral ou mediada por células. Em geral a
resposta mediada por células é mais importante para a rejeição aos
transplantes de órgãos.
IMUNIZAÇÃO
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PASSIVA

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ATIVA

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Indivíduos
que já tiveram doenças como a caxumba ou a rubéola costumam estar
protegidos permanentemente, devido à formação de anticorpos
duradouros. Evidentemente que adquirir a imunização
através da doença não é o melhor processo. Com essa finalidade são
desenvolvidas as vacinas que deverão ser aplicadas segundo
um calendário bem programado.
As vacinas podem apresentar os microrganismos (vírus ou bactéria)
mortos ou vivos e “atenuados” (processos físico-químicos
que impedem a manifestação da doença, reduzindo a virulência do agente
causador). As pessoas irão recebê-las através de injeção ou por via
oral (ex.: vacina Sabin – gotículas contra a poliomielite).
Assim, respeitado o calendário que prevê os intervalos de tempo e
número de doses adequadas, o nosso organismo desenvolve a
imunidade ativa (produção dos próprios anticorpos específicos).
Há
antígenos como os venenos de serpentes ou de aracnídeos que podem agir
muito rapidamente no nosso organismo, causando danos fisiológicos com
risco de serem fatais. Para essas situações são indicadas as aplicações
de soros específicos, os quais já apresentarão os anticorpos
prontos.
Os soros são desenvolvidos da seguinte forma: pequenas doses
de veneno (antígenos) são injetadas num animal (cavalo, por exemplo),
sem lhe causar dano. Lentamente o animal fica imunizado contra esse
tipo específico de veneno, apresentando certa concentração dos
anticorpos respectivos na sua corrente sangüínea. Do sangue desse animal
é separado o soro (plasma sem a proteína fibrinogênio), onde
estarão os anticorpos. Este soro apresentará a propriedade de
curar uma pessoa “picada” que tenha recebido o respectivo veneno. A
esse processo chamamos de imunização passiva.
É
importante reconhecer que a mãe grávida (através da circulação
placentária), além da alimentação e oxigenação passa
ao bebê parte dos anticorpos que ela possui. Isso confere imunidade
nos primeiros meses após o nascimento. O mesmo processo ocorre
através do leite durante o importantíssimo período
de amamentação.
Podemos concluir então que vacinas promovem imunização ativa, duradoura
e preventiva, enquanto soros, imunização passiva, temporária e
curativa.
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Celular e Molecular ABUL K. ABBAS & ANDREW H. LICHTMAN
& JORDAN S. POBER - Revinter
Tratado
de Fisiologia Médica ARTHUR C. GUYTON & JOHN E. HALL
Fisiologia
Humana e Mecanismos das Doenças ARTHUR C. GUYTON & JOHN
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