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Principais hormônios humanos

GLÂNDULA

HORMÔNIO

FUNÇÃO

Adeno-hipófise ou lobo anterior da hipófise

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

Adrenocorticotrófico (ACTH)

Estimula o córtex adrenal.

Tireotrófico (TSH) ou tireotrofina

Estimula a tireóide a secretar seus principais hormônios. Sua produção é estimulada pelo hormônio liberador de tireotrofina (TRH), secretado pelo hipotálamo.

Somatotrófico (STH) ou Hormônio do Crescimento (GH)

Atua no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe a captação de glicose plasmática pelas células, aumentando a concentração de glicose no sangue (inibe a produção de insulina, predispondo ao diabetes).  

Gonadotróficos

(sua produção é estimulada pelo hormônio liberador de gonadotrofinas - GnRH - secretado pelo hipotálamo)

Folículo estimulante (FSH)  

Na mulher, estimula o desenvolvimento e a maturação dos folículos ovarianos. No homem, estimula a espermatogênese.  

Luteinizante (LH)  

Na mulher estimula a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo. No homem, estimula a produção de testosterona pelas células instersticiais dos testículos.  

Prolactina ou hormônio lactogênico

Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. Sua produção acentua-se no final da gestação, aumenta após o parto e persiste enquanto durar o estímulo da sucção.  

Neuro-hipófise ou lobo posterior da hipófise

(não produz hormônios; libera na circulação dois hormônios sintetizados pelo hipotálamo)  

Antidiurético (ADH) ou vasopressina

Regula o volume de urina, aumentando a permeabilidade dos túbulos renais à água e, conseqüentemente, sua reabsorção. Sua produção é estimulada pelo aumento da pressão osmótica do sangue e por hemorragias intensas. O etanol inibe sua secreção, tendo ação diurética.  

Ocitocina

Imagem: AMABIS & MARTHO.  Conceitos de Biologia Volume 2. São Paulo, Editora Moderna, 2001.

Na mulher, estimula a contração da musculatura uterina durante o parto e a ejeção do leite.

No homem, provoca relaxamento dos vasos e dos corpos eréteis do pênis, aumentando a irrigação sangüínea.

Lobo intermédio da hipófise  

Hormônio melanotrófico ou melanocortinas (MSH) ou intermedinas

Estimulam a pigmentação da pele (aceleram a síntese natural de melanina) e a síntese de hormônios esteróides pelas glândulas adrenal e gonadal. Ainda interferem na regulação da temperatura corporal, no crescimento fetal, secreção de prolactina, proteção do miocárdio em caso de isquemia, redução dos estoques de gordura corporal (*) etc.  

(*) A leptina, hormônio secretado pelas células do tecido adiposo, ao ser liberada na circulação periférica, atua sobre o hipotálamo, inibindo o apetite. A ligação da leptina aos receptores hipotalâmicos estimula a secreção de MSH que, por sua vez, se liga a outros neurônios, responsáveis pela diminuição do apetite. Entretanto, a perda de peso observada com o tratamento com MSH sugere também sua ação direta na mobilização dos depósitos de gordura.

 

Tireóide

Tiroxina (T4) e triiodotironina (T3)

Regula o desenvolvimento e o metabolismo geral.  

Calcitonina

Regula a taxa de cálcio no sangue, inibindo sua remoção dos ossos, o que diminui a taxa plasmática de cálcio.

Paratireoídes

Paratormônio

Regula a taxa de cálcio, estimulando a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sangüíneo), a absorção de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais, aumentando a concentração de cálcio no plasma.  

Pâncreas

endocr14.jpg (54020 bytes)

Imagem traduzida: www.mds.qmw.ac.uk/.../ glands/Pancreas.htm

Insulina

(Ilhotas de Langerhans - células beta)

Aumenta a captação de glicose pelas células e, ao mesmo tempo, inibe a utilização de ácidos graxos e estimula sua deposição no tecido adiposo. No fígado, estimula a captação da glicose plasmática e sua conversão em glicogênio. Portanto, provoca a diminuição da concentração de glicose no sangue.

Glucagon

(Ilhotas de Langerhans - células alfa)

Ativa a enzima fosforilase, que fraciona as moléculas de glicogênio do fígado em moléculas de glicose, que passam para o sangue, elevando a glicemia (taxa de glicose sangüínea).

Adrenais ou Supra-renais 

Imagens: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

córtex

Glicocorticóides (principal: Cortisol)

Estimulam a conversão de proteínas e de gorduras em glicose, ao mesmo tempo que diminuem a captação de glicose pelas células, aumentando, assim, a utilização de gorduras. Essas ações elevam a concentração de glicose no sangue, a taxa metabólica e a geração de calor. Os glicorcoticóides também diminuem a migração de glóbulos brancos para os locais inflamados, determinando menor liberação de substâncias capazes de dilatar as arteríolas da região; conseqüentemente, há diminuição da reação inflamatória.

Mineralocorticóides (aldosterona)

Aumentam a reabsorção, nos túbulos renais, de água e de íons sódio e cloreto, aumentando a pressão arterial.

Andrógenos

Desenvolvimento e manutenção dos caracteres sexuais secundários masculinos.

medula

Adrenalina

Promove taquicardia (batimento cardíaco acelerado), aumento da pressão arterial e das freqüências cardíaca e respiratória, aumento da secreção do suor, da glicose sangüínea, da atividade mental e constrição dos vasos sangüíneos da pele.

Testículos  

Testosterona (andrógeno)

Promove o desenvolvimento e o crescimento dos testículos, além do desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, aumento da libido (desejo sexual), aumento da massa muscular e da agressividade.

Ovários  

Estrógenos

Promove o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos e da parede uterina (endométrio); estimula o crescimento e a calcificação óssea, inibindo a remoção desse íon do osso e protegendo contra a osteoporose; protege contra a aterosclerose (deposição de placas de gorduras nas artérias).

Progesterona

Modificações orgânicas da gravidez, como preparação do útero para aceitação do óvulo fertilizado e das mamas para a lactação. Inibe as contrações uterinas, impedindo a expulsão do feto em desenvolvimento

 

ELES TAMBÉM SENTEM:  As grávidas não são as únicas da família a experimentar uma montanha russa hormonal. Os papais de primeira viagem também passam por mudanças antes e depois do nascimento dos filhos. A conclusão faz parte de um estudo da Universidade de Ontário, no Canadá, publicado na revista norte-americana Scientific American. A pesquisa recrutou 23 “grávidos” no primeiro trimestre de gestação e 14 homens que não eram pais. A partir de amostras de saliva de todos, foram medidos os níveis de testosterona, cortisol futuros. Os futuros pais apresentavam um índice mais baixo de testosterona e cortisol. Em contrapartida, apresentavam aumento nos níveis de estradiol (estrógeno). (texto “Eles também sentem”, extraído do Jornal Correio Braziliense, edição 1º/07/2001)

 As Principais disfunções hormonais no homem

Glândula

Disfunção

Sintomas

Adeno-hipófise (hormônio somatotrófico)  

Hipofunção – nanismo

Baixa estatura

Hiperfunção – gigantismo  

Grande estatura

Hipofunção no adulto (rara)

Alterações no controle da glicemia e descalcificação óssea.

Hiperfunção no adulto - acromegalia  

Espessamento ósseo anormal nos dedos, queixo, nariz, mandíbula, arcada superciliar

Neuro-hipófise (hormônio antidiurético)  

Hipofunção – diabetes insípido

Urina abundante e diluída (até vinte litros por dia), o que provoca muita sede. Nesse processo não se verifica excesso de glicose no sangue nem na urina, daí o nome insípido.

Tireóide (T3 e T4)  

Hipofunção na criança: cretinismo biológico (hipotireoidismo em crianças)

Retardamento no desenvolvimento físico, mental e sexual.

Hipofunção no adulto: bócio endêmico 

(hipotireoidismo em adultos)  

Crescimento exagerado da glândula por deficiência de iodo na alimentação (bócio), apatia, sonolência, obesidade, sensação de frio, pele seca e fria, fala arrastada, edema (inchaço - mixedema), pressão arterial e freqüência cardíaca baixas.

Hiperfunção da glândula: hipertireoidismo  

 

Alto metabolismo, emagrecimento,  agitação, nervosismo, pele quente e úmida, aumento da pressão arterial, episódios de taquicardia, sensação contínua de calor, globo ocular saliente (exoftalmia).

Paratireóide (paratormônio)  

Hipofunção: tetania fisiológica

Exagerada excitabilidade neuromuscular, contrações musculares tetânicas.

Pâncreas (insulina)  

Hipofunção: diabetes mellitus

Hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue), poliúria (aumenta do volume de água na urina), glicosúria (perda de glicose pela urina), aumento da sede (polidipsia), metabolismo alterado de lipídios, carboidratos e proteínas, risco aumentado de complicações por doença vascular, dificuldade de cicatrização. Como as células têm dificuldade para utilizar a glicose, ocorre perda de peso e utilização das reservas de ácidos graxos do tecido adiposo, cuja oxidação parcial tende a provocar acúmulo de corpos cetônicos, que são perdidos na urina (cetonúria), coma diabético, desidratação.

Adrenais (córtex)  

Hipofunção: doença de Addison

Pressão arterial baixa, fraqueza muscular, distúrbios digestivos, como náuseas e vômitos, aumento da perda urinária de sódio e de cloreto, aumento da concentração plasmática de potássio, melanização da pele, embotamento mental, enfraquecimento geral. Emagrecimento.

Hiperfunção, nas mulheres: virilização

Acentuação dos caracteres sexuais masculinos: pêlos no rosto, mudança no tom de voz, desenvolvimento muscular.

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Introdução à Fisiologia Humana

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Sistema Endócrino

Fisiologia do Sistema Hipotalâmico-hipofisário

Glândulas suprarrenais (adrenais)

Pâncreas Endócrino

Tireoide e Paratireoides

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