SISTEMA ENDÓCRINO
Dá-se o nome de sistema endócrino ao conjunto de órgãos
que apresentam como atividade característica a produção de secreções
denominadas hormônios, que são lançados na corrente sangüínea e
irão atuar em outra parte do organismo, controlando ou auxiliando o controle
de sua função. Os órgãos que têm sua função controlada e/ou regulada
pelos hormônios são denominados órgãos-alvo.
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Constituição dos órgãos do sistema
endócrino
Os
tecidos epiteliais de secreção ou epitélios glandulares formam as
glândulas, que podem ser uni ou pluricelulares. As glândulas
pluricelulares não são apenas aglomerados de células que desempenham
as mesmas funções básicas e têm a mesma morfologia geral e origem
embrionária - o que caracteriza um tecido. São na verdade órgãos
definidos com arquitetura ordenada. Elas estão envolvidas por uma
cápsula conjuntiva que emite septos, dividindo-as em lobos. Vasos
sangüíneos e nervos penetram nas glândulas, fornecendo alimento e
estímulo nervoso para as suas funções.
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Os
hormônios influenciam praticamente todas as funções dos
demais sistemas corporais. Freqüentemente o sistema endócrino interage com o
sistema nervoso,
formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode
fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo, ao passo que o
sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação.
Dessa forma, o sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso,
atuam na coordenação
e regulação das funções corporais.
Alguns dos principais órgãos produtores de
hormônios
Alguns dos principais órgãos produtores de
hormônios no homem são a hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as paratireóides,
as supra-renais, o pâncreas e as gônadas.
Hipófise
ou pituitária
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Situa-se
na base do encéfalo, em uma cavidade do osso esfenóide chamada tela túrcica.
Nos seres humanos tem o tamanho aproximado de um grão de ervilha e possui
duas partes: o lobo anterior (ou adeno-hipófise) e o lobo
posterior (ou neuro-hipófise).
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Imagem:
AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma
abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna,
1997. |
Além de
exercerem efeitos sobre órgãos não-endócrinos, alguns hormônios,
produzidos pela hipófise são denominados trópicos (ou tróficos) porque atuam sobre outras glândulas endócrinas,
comandando a secreção de outros hormônios. São eles:
- Tireotrópicos: atuam sobre a glândula endócrina tireóide.
- Adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex da glândula endócrina
adrenal (supra-renal)
- Gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas masculinas e femininas.
- Somatotrófico: atua no crescimento, promovendo o alongamento
dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento
da massa muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe
a captação de glicose plasmática pelas células, aumentando a
concentração de glicose no sangue (inibe a produção de insulina
pelo pâncreas, predispondo ao diabetes).
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Imagem:
CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed Saraiva, 2002
Hipotálamo
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Localizado
no cérebro diretamente acima da hipófise, é conhecido por exercer
controle sobre ela por meios de conexões neurais e substâncias
semelhantes a hormônios chamados fatores desencadeadores (ou de liberação),
o meio pelo qual o sistema nervoso controla o comportamento sexual via
sistema endócrino.
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O hipotálamo estimula a glândula hipófise a liberar os hormônios
gonadotróficos (FSH e LH), que atuam sobre as gônadas, estimulando a
liberação de hormônios gonadais na corrente sanguínea. Na mulher a glândula-alvo
do hormônio gonadotrófico é o ovário; no homem, são os testículos.
Os hormônios gonadais são detectados pela pituitária e pelo hipotálamo,
inibindo a liberação de mais hormônio pituitário, por feed-back.
Como a hipófise secreta hormônios que controlam outras glândulas
e está subordinada, por sua vez, ao sistema nervoso, pode-se dizer que o
sistema endócrino é subordinado ao nervoso e que o hipotálamo é o
mediador entre esses dois sistemas.
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Imagem:
CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed Saraiva, 2002
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O hipotálamo também produz outros fatores de liberação que atuam
sobre a adeno-hipófise, estimulando ou inibindo suas secreções. Produz
também os hormônios ocitocina e ADH (antidiurético), armazenados e
secretados pela neuro-hipófise.
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Tireóide
Localiza-se no pescoço, estando apoiada sobre as cartilagens da laringe e
da traquéia. Seus dois hormônios, triiodotironina (T3)
e tiroxina (T4), aumentam a velocidade dos processos de
oxidação e de liberação de energia nas células do corpo, elevando a
taxa metabólica e a geração de calor. Estimulam ainda a produção de
RNA e a síntese de proteínas, estando relacionados ao crescimento,
maturação e desenvolvimento. A calcitonina, outro hormônio
secretado pela tireóide, participa do controle da concentração sangüínea
de cálcio, inibindo a remoção do cálcio dos ossos e a saída dele para
o plasma sangüíneo, estimulando sua incorporação pelos ossos.

Paratireóides
São pequenas
glândulas, geralmente em número de quatro, localizadas na região
posterior da tireóide. Secretam o paratormônio, que
estimula a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para
o plasma sangüíneo), a absorção de cálcio dos alimentos pelo
intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais,
aumentando a concentração de cálcio no sangue. Neste contexto, o
cálcio é importante na contração muscular, na coagulação
sangüínea e na excitabilidade das células nervosas.
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As glândulas endócrinas e o cálcio

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Adrenais ou supra-renais
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São
duas glândulas localizadas sobre os rins, divididas em duas partes
independentes – medula e córtex - secretoras de hormônios diferentes,
comportando-se como duas glândulas. O córtex secreta três tipos de hormônios:
os glicocorticóides, os mineralocorticóides e os androgênicos.
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Pâncreas
É uma glândula mista ou anfícrina – apresenta determinadas regiões endócrinas
e determinadas regiões exócrinas (da porção secretora partem dutos que
lançam as secreções para o interior da cavidade intestinal) ao mesmo
tempo. As chamadas ilhotas de Langerhans são a porção endócrina, onde
estão as células que secretam os dois hormônios: insulina e glucagon,
que atuam no metabolismo da glicose.

Imagem:
AMABIS & MARTHO. Conceitos de Biologia Volume 2. São Paulo, Editora
Moderna, 2001.
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