CURIOSIDADES FISIOLÓGICAS
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
1- Próstata e ejaculação femininas - isto é verdade?
Ao contrário do que se
acreditava até recentemente, a próstata não é um órgão exclusivamente
masculino. Durante muito tempo, a existência da próstata feminina foi negada
pelos especialistas. Geralmente, ela era chamada de glândula de Skene, um
vestígio da fase embrionária que não teria função significativa na vida
adulta.
Estudos recentes, porém,
têm demonstrado que a próstata está presente e ativa no organismo feminino e
que, apesar de ser 20% menor do que a próstata masculina, apresenta
características de secreção protéica. Durante a relação sexual, a glândula
libera secreções conhecidas como ejaculação feminina, formadas
pelo mesmo líquido presente no caso da próstata masculina.
Pesquisas sugerem que a
próstata feminina pode ser afetada pelas terapias de reposição hormonal ou
pelo uso de anabolizantes, procedimentos que contribuiriam para o eventual
desenvolvimento de tumores malignos. Estudos preliminares do Instituto de
Biologia da Unicamp indicam que o órgão estaria associado não só com a
chamada ejaculação feminina, mas também com a estimulação
sexual, uma vez que teria ligação com o ponto G, zona erógena rica em
concentração de terminações nervosas e vasos sangüíneos.
Algumas mulheres têm o que
os especialistas classificam de hiperandrogenismo, ou seja, apresentam
naturalmente dosagens mais elevadas de testosterona. Uma das manifestações
que acompanham o hiperandrogenismo é o hirsutismo, que consiste no
crescimento de pêlos em áreas do rosto; outra é o ovário policístico.
Mulheres com esses problemas devem merecer um cuidado especial por parte dos
ginecologistas, pois podem vir a apresentar patologias ligadas ao
desenvolvimento da próstata. A mesma atenção precisa ser dada às atletas que
fazem uso de anabolizantes e aos transsexuais que normalmente são submetidos
a tratamentos hormonais complementares. O mesmo é válido em relação às
mulheres que utilizam de terapias de reposição hormonal, procedimentos
adotados comumente após a menopausa.
No homem, o órgão conta com
uma espécie de cápsula que restringe a disseminação das células tumorais. Na
mulher, essa proteção não existe, o que permite a livre disseminação dos
tumores na cavidade abdominal.
Maiores informações:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2007/ju358pag05.html
http://www.ufac.br/informativos/ufac_imprensa/2002/08ago_2002/artigo594.html.

Imagem traduzida de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula_de_Skene
2- Ponto G finalmente
desvendado!
O ponto G foi finalmente
evidenciado cientificamente. O ginecologista italiano Emmanuele Jannini
publicou sua pesquisa na conceituada revista New Scientist.
O cientista acompanhou ultra-sonografias
de vinte mulheres e os exames mostraram claras
diferenças anatômicas entre as voluntárias que afirmavam ter atingido orgasmo
vaginal e outras que nunca vivenciaram a experiência. Este tipo de orgasmo é
alcançado pelo estímulo da parede vaginal, sem utilizar fricção no clitóris.
Nas nove mulheres
pesquisadas que tinham orgasmos vaginais, existe um grande espessamento do
tecido uretrovaginal. Já nas outras onze pesquisadas, que não tinham
orgasmos vaginais, esse espessamento era bem menor.
Anteriormente, Jannini já
havia localizado pontos relacionados ao aumento da função sexual na área
entre a vagina e a uretra. Esses locais liberariam a PDE (fosfodiesterase), uma enzima que,
nos homens, processa óxido nítrico e possibilita a ereção. Todavia, sua
equipe não havia comprovado que a presença desses pontos está associada ao
orgasmo vaginal.
Reportagem:
www.saudeemmovimento.com.br
3- Rivalidade
no período fértil
Mulheres com altos níveis
de estrogênio tendem a considerar menos atraentes suas possíveis rivais, é o
que diz a profª Mary Fisher, do departamento de psicologia da Universidade
York.
A razão desse
comportamento, segundo a pesquisadora, seria provocar condições favoráveis
ao acasalamento justamente no período da ovulação: "além da autopromoção foi
possível identificar pela primeira vez em estudos empíricos o mecanismo de
degeneração das concorrentes", diz a pesquisadora.
Portanto não se descuide:
quando começar a se desfazer de uma amiga querida ou a apontar defeitos em
outras mulheres, lembre-se que você pode estar simplesmente no período
fértil.

Maiores informações:
http://cienciahoje.uol.com.br/1814
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Tratado
de Fisiologia Médica ARTHUR C. GUYTON & JOHN E. HALL
Fisiologia
Humana e Mecanismos das Doenças ARTHUR C. GUYTON & JOHN E.
HALL
Fisiologia
Humana ARTHUR C. GUYTON