Eletrocardiograma
(ECG)
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O trabalho cardíaco
produz sinais elétricos que passam para os tecidos vizinhos e
chegam à pele. Assim, com a colocação de eletrodos no peito,
podemos gravar as variações de ondas elétricas emitidas pelas
contrações do coração. O registro dessas ondas pode ser feito
numa tira de papel ou num monitor e é chamado de eletrocardiograma
(ECG).
No coração
normal, um ciclo completo é representado por ondas P, Q, R, S, T,
com duração total menor do que 0,8 segundos. |
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Imagem:
AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma
abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna,
1997. |
Neste gráfico
se distingue uma onda P que corresponde à contração das
aurículas, e um consecutivo complexo QRS determinado pela
contração dos ventrículos. Conclui o ciclo uma onda T.
Muitas alterações cardíacas determinam uma modificação da onda
eletrocardiográfica normal, de modo que o eletrocardiograma
representa um precioso meio de diagnóstico. |
ECG
normal

Imagem:
2° vestibular UnB/DF 2001
A figura II representa um ciclo cardíaco. Se o tempo estimado em cada
quadrante é de 0,2 segundos (mostrado na figura I) e um ciclo
compreende 5 quadrantes, em 60 segundos (1 minuto), teremos a freqüência
de 60 ciclos ou batimentos por minuto (0,2 segundos x 5 = 1 segundo = 1
ciclo; em 60 segundos teremos 60 ciclos).
Circulação
pulmonar e circulação sistêmica
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Imagem:
CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.
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A circulação sangüínea humana pode ser dividida em dois grandes circuitos: um leva sangue aos pulmões, para oxigená-lo, e outro leva sangue oxigenado a todas as células do corpo. Por isso se diz que nossa circulação é
dupla. O trajeto “coração (ventrículo direito) è
pulmões è coração (átrio esquerdo)” é denominado
circulação pulmonar ou pequena circulação. O trajeto
“coração (ventrículo esquerdo) è
sistemas corporais è coração (átrio direito)” é denominado
circulação sistêmica ou grande circulação.
Circulação pulmonar:
Ventrículo direito è
artéria pulmonar è pulmões è
veias pulmonares è átrio esquerdo.
Circulação sistêmica:
Ventrículo esquerdo è
artéria aorta è sistemas corporais è
veias cavas è átrio direito.
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VASOS SANGÜÍNEOS
Os vasos sangüíneos são de três tipos básicos: artérias, veias e
capilares.
a- Artérias: são vasos de parede espessa que saem do coração
levando sangue para os órgãos e tecidos do corpo. Compõem-se de três
camadas: a mais interna, chamada endotélio, formada por uma única
camada de células achatadas; a mediana, constituída por tecido
muscular liso; a mais externa, formada por tecido conjuntivo,
rico em fibras elásticas.
Quando o sangue é bombeado pelos ventrículos e penetra nas artérias,
elas se relaxam e se dilatam, o que diminui a pressão sangüínea, Caso
as artérias não se relaxem o suficiente, a pressão do sangue em seu
interior sobe, com risco de ruptura das paredes arteriais. Assim, a cada sístole
ventricular é gerada uma onda de relaxamento que se propaga pelas artérias,
desde o coração até as extremidades das arteríolas. Durante a diástole
ventricular, a pressão sangüínea diminui. Ocorre, então, contração
das artérias, o que mantém o sangue circulando até a próxima sístole.
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Pressão
arterial: é a pressão exercida pelo sangue contra a parede
das artérias. Em um adulto com boa saúde, a pressão nas artérias
durante a sístole ventricular – pressão sistólica ou máxima
– é da ordem de 120 mmHg (milímetros de mercúrio). Durante a
diástole, a pressão diminui, ficando em torno de 80 mmHg; essa é
a pressão diastólica ou mínima. O ciclo de expansão e
relaxamento arterial, conhecido como pulsação, pode ser percebido
facilmente na artéria radial do pulso ou na artéria carótida do pescoço.
A pulsação corresponde às variações de pressão sangüínea na artéria
durante os batimentos cardíacos. As pressões arteriais máxima e mínima
podem ser detectadas nas artérias do braço e medidas com um aparelho
chamado esfigmomanômetro, representado abaixo e ao lado.
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(a)
A pressão na bolsa de ar maior que 120 mmHg interrompe o fluxo
sangüíneo para o braço. Com o estetoscópio, o examinador verifica que
não há passagem de sangue pela artéria.
(b)
A pressão na bolsa de ar entre 80 e 120 mmHg permite o fluxo de sangue
durante a sístole. O som da passagem de sangue é audível no
estetoscópio. A pressão mostrada nesse momento é a pressão máxima
ou sistólica.
(c)
A pressão na bolsa de ar menor que 80 mmHg permite fluxo de sangue
durante a diástole; os sons são audíveis no estetoscópio. Essa é a
pressão mínima ou diastólica.
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b-
Capilares sangüíneos: são vasos de pequeno calibre que ligam as
extremidades das arteríolas às extremidades das vênulas. A parede dos
capilares possui uma única camada de células, correspondente ao endotélio
das artérias e veias.
Quando o sangue passa pelos capilares, parte do líquido que o constitui
atravessa a parede capilar e espalha-se entre as células próximas,
nutrindo-as e oxigenando-as. As células, por sua vez, eliminam gás carbônico
e outras excreções no líquido extravasado, denominado líquido
tissular. A maior parte do líquido tissular é reabsorvida pelos próprios
capilares e reincorporada ao sangue. Apenas 1% a 2% do líquido
extravasado na porção arterial do capilar não retorna à parte venosa,
sendo coletado por um sistema paralelo ao circulatório, o sistema linfático,
quando passa a se chamar linfa e move-se lentamente pelos vasos
linfáticos, dotados de válvulas.
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è Na porção arterial do capilar, a pressão do sangue é maior que
a pressão osmótica do plasma ð
saída de água contendo substâncias dissolvidas.
è Na porção venosa do capilar, a pressão do sangue é reduzida,
tornando-se menor que a pressão osmótica do plasma ð
retorno de fluido para o interior do capilar.
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c-
Veias: são vasos que chegam ao coração, trazendo o
sangue dos órgãos e tecidos. A parede das veias, como a das artérias,
também é formada por três camadas. A diferença, porém, é que a
camada muscular e a conjuntiva são menos espessas que suas
correspondentes arteriais. Além disso, diferentemente das artérias, as
veias de maior calibre apresentam válvulas em seu interior, que
impedem o refluxo de sangue e garante sua circulação em um único
sentido.
Depois de passar pelas arteríolas e capilares, a pressão sangüínea
diminui, atingindo valores muito baixos no interior das veias. O retorno
do sangue ao coração deve-se, em grande parte, às contrações dos músculos
esqueléticos, que comprimem as veias, fazendo com que o sangue
desloque-se em seu interior. Devido às válvulas, o sangue só pode
seguir rumo ao coração.
Imagens:
CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.
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